1) Com relação à invasão da unidade de Santa Cruz das Palmeiras (SP), na manhã do dia 7 de março de 2008, a Monsanto condena veementemente atos ilegais como este, inclusive desrespeitando recentes decisões do Poder Judiciário. A empresa acredita que, num regime democrático como o que vivemos, discordâncias – ideológicas ou não – devem ser expressas por meio dos caminhos legais e de livre forma de expressão e não por meio de atentados aos indivíduos e à propriedade privada.
A biotecnologia é uma tecnologia que contribui para uma agricultura sustentável e com menor uso de agroquímicos. É aprovada no Brasil, onde três culturas já tiveram pareceres conclusivos (técnicos e socioeconômicos) emitidos pelos órgãos federais competentes para tal, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, composta por 27 cientistas) e o CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança, formado por 11 ministros). Seus benefícios já promovem soluções sustentáveis para o meio ambiente e para a agricultura no Brasil e no mundo, como mostram diversos estudos científicos e socioambientais.
O segmento de pequenos agricultores é um dos que mais poderia se beneficiar da biotecnologia, como já têm demonstrado os exemplos no Brasil no exterior. Em países como a Índia, China e África do Sul, a agricultura familiar tem se mostrado possível graças ao advento da biotecnologia, que aumentou significativamente a produtividade e a renda dos pequenos produtores, sem falar de exemplos já concretos no Brasil, como a retomada da cotonicultura no Norte do estado de Minas Gerais por pequenos agricultores da região, também graças à biotecnologia, e a agricultura em cooperativas do Sul do País. Desta forma, para a Monsanto, seria uma contradição que justamente entidades representativas desta importante parcela da agricultura venham se posicionamento de forma contrária aos fatos.
Estudo divulgado recentemente pela consultoria Céleres mostra que, projetando os dados atuais do cultivo da soja e do algodão transgênicos, a estimativa é de que a sociedade brasileira terá recebido benefícios socioambientais ainda mais expressivos até a safra 2016/17. Só com o plantio da soja transgênica já aprovada no Brasil, no período de 10 anos, poderão ser economizados 42,7 bilhões de litros de água, o equivalente ao volume de água suficiente para abastecer uma cidade de quase 100 mil habitantes; 305 milhões de litros de óleo diesel, combustível suficiente para abastecer uma frota de 127,1 mil veículos (caminhonete tipo S10, por exemplo), além de uma redução de emissões para a atmosfera de 919 milhões de toneladas de CO² (dióxido de carbono), ou seja, o mesmo que plantar 6,8 milhões de árvores, quantidade necessária para neutralizar tal liberação, em igual período.
Já com o cultivo de algodão transgênico, ainda segundo a Céleres, no período de 10 anos, os benefícios poderão ser ainda maiores, uma vez que, proporcionalmente, o algodão convencional utiliza um volume maior de agroquímicos em seu plantio na comparação com a soja convencional. Assim, o algodão transgênico permitirá uma redução do volume de ingrediente ativo ainda maior que no caso da soja: 41,5 mil toneladas no mesmo período analisado. Além disso, serão economizados 13,5 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer uma cidade de 30 mil habitantes por 10 anos; 77,3 milhões de litros de óleo diesel, ou seja, o equivalente para o abastecimento de uma frota de 32,2 mil veículos pelo mesmo período, além de uma redução de emissões para a atmosfera de 198,67 mil toneladas de CO² (dióxido de carbono), o que representa o plantio de 1,5 milhão de árvores, quantidade necessária para neutralizar tal liberação, em igual período.
A Monsanto permanece aberta ao diálogo, dentro dos canais e meios legais, para expor estes e outros resultados e possibilidades envolvendo a biotecnologia agrícola, e seus benefícios para o meio ambiente e para a sociedade.